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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Porque sumi...

Eu não queria falar sobre isso, mas espero que de alguma forma ajude alguém caso esteja passando pelo mesmo e você não está sozinho (Isso realmente é fato). Desculpe o texto longo...

Minha última postagem foi em maio do ano passado. Sim, eu sumi. Não conseguia fazer uma das coisas que eu mais gostava que era escrever e colocar para fora os meus pensamentos mais loucos (que sempre foi o propósito deste blog).
Quem esteve bem de perto talvez tenha notado as mudanças de comportamento, mas acredito que não foram muitas pessoas. Digo de comportamento sim, porque não foi só por aqui que desapareci. Sumi dentro de mim mesma. Sumi dentro das minhas angústias, da minha preocupação, da minha ansiedade (não sabia que a tinha), da minha insegurança...
Na busca por sempre ser perfeita, ter resposta pronta para tudo, ser organizada (me cobro muito, pois eu realmente não sou!), não perder um prazo, enfim, foi nesta busca e ao encontro de muitos obstáculos que eu me vi desmoronando.
Primeiro sozinha, longe dos olhos alheios com vergonha de pedir ajuda porque isso revelaria "o fracasso", o meu fracasso.
Depois de um tempo, busquei um refúgio no meio do dia para poder chorar e me controlar sozinha.
Mas, feito um castelo de cartas que não fica em pé por muito tempo, eu desmoronei em público, de uma maneira que assustou as pessoas a minha volta. (Eu nunca quis isso!)
Sim, assustou e eu sei! Porque aparentemente eu não demonstrei o que podia vir acontecer. Sempre sorria, sempre disposta a ajudar com os problemas dos outros, sempre estava "tudo bem" na resposta automática, ainda fazia uma piada aqui, uma brincadeira ali, ria/gargalhava por fora...
E então eu me vi chorando a todo o momento, desde a hora em que acordava até ir dormir. Chorava por qualquer coisa. Sem vontade nenhuma de sair de casa ou fazer alguma coisa diferente. Sem vontade de ver meus amigos. Sem vontade de estar com as pessoas, isso exigia muito esforço... (Ainda exige um pouco) porque as pessoas não entendiam minhas mudanças repentinas de humor. Muitas vezes eu saia de casa com esperança de que ia me divertir, mas quando chegava no local parecia que eu estava deslocada e que não pertencia mais aquilo ali. Eu me sentia uma impostora e querendo voltar para meu abrigo.
Ao ver que eu, uma pessoa super controladora, perdi o controle acabei recobrando minha "consciência" e de alguma forma comecei a encontrar maneiras para retomar o domínio e tentar voltar a ser o que era.
Comecei com meditação nos primeiros dias, depois a escrever aos poucos e a ler mais sobre o que eu estava passando. Sei que ainda tenho uma caminhada para voltar a ser "eu", mas já consegui voltar a gostar de mim outra vez.
Sabe, faz tempo que queria colocar para fora tudo o que passei, mas é muito difícil falar disso, dói admitir que somos frágeis, que ainda somos seres humanos em construção. Fica aqui o meu obrigada para as pessoas que sabiam pelo que eu estava passando e ficaram ao meu lado e me defenderam e lutaram por mim e para mim. Eu sei que não estou sozinha!
Se você está passando por uma crise de ansiedade, depressão ou qualquer coisa do tipo não deixe de conversar com quem está perto de você. Busque ajuda. Não acredite nem por um minuto que é fraco por isso, pelo contrário é muito corajoso!

PS: agora realmente está tudo bem! 😃

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Expectativa

Sei que não sou tão comunicativa como queria
Mas eu aprendi a evitar conflitos com você
Deixar para lá e não entrar em uma briga
Não causar incômodo aos outros

Eu não sou uma bonequinha para você dizer como devo me comportar 
O que devo fazer e como devo agir
Com quem devo casar e como devo conduzir minha vida

Sei que te decepciono a cada dia principalmente ao abrir minha boca
Gostaria de espaço pra viver minha vida e privacidade sobre como a conduzo
Dizer sobre minha vida às pessoas não me agrada
Me magoa profundamente 
É como se eu estivesse nua em frente uma multidão e sendo apontada na rua e julgada como culpada...

Desculpe a decepção...mas quando criamos expectativas sobre as pessoas temos que estar dispostos às consequências agradáveis ou não.
M.
Diário - s/d

Em breve...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Reflexo

E eu escrevia no espelho que a culpa não era minha na mais profunda tentativa de me fazer acreditar nisso!

Mas era em vão...

Eu olhava para o reflexo e via além de uma versão vazia de mim, as palavras também eram vazias. Elas não me faziam sentido algum.

Como eu poderia acreditar naquilo?

Eu sei que devia...

M.
Diário - s/d

Em breve...